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	<title>Ismael Biegelmeier &#8211; Jornal Qtal</title>
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		<title>Felizense recebe título de Mestre Cuteleiro</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Aug 2017 13:07:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Era ainda garoto, em idade escolar, e os tubos de caneta esferográfica viravam cabos. As pequenas lâminas dos apontadores eram unidas aos tubos e, assim, pequenas faquinhas eram criadas. Era a vocação se manifestando sem que ela fosse compreendida. Anos depois, quando em momento de crise financeira e o desemprego, Ismael Biegelmeier se via na [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Era ainda garoto, em idade escolar, e os tubos de caneta esferográfica viravam cabos. As pequenas lâminas dos apontadores eram unidas aos tubos e, assim, pequenas faquinhas eram criadas. Era a vocação se manifestando sem que ela fosse compreendida.<br />
Anos depois, quando em momento de crise financeira e o desemprego, Ismael Biegelmeier se via na prazerosa obrigação de fazer facas para sobreviver. Era uma maneira quase arcaica de produzir lâminas, mas primava pela qualidade. Saiu vendendo as suas facas de porta em porta, por alguns reais e colocou o pão na mesa. “Queria que ele se desse bem, mas preocupei pois achava que ele precisava de um emprego fixo. Facas poderiam ser um complemento”, relatou o pai, Romano, que na época tinha desconfiança sobre do trabalho do filho.<br />
Mas, quis o esforço de Ismael que toda e qualquer inquietude paterna se fizesse orgulho. Hoje, com o peito cheio de satisfação, Romano mostra a oficina do filho e as obras de arte dele.<br />
Muito mais do que facas, as lâminas produzidas por Ismael, são obras artísticas. Desde o mês passado, são produto do esforço de um mestre. Sim, Ismael é um dos cinco mestres no Rio Grande do Sul, certificado pela Associação Gaúcha de Cutelaria. E para tal, Biegelmeier forjou uma faca que passou por testes de resistência e qualidade. No teste de performance o Cuteleiro tem que submeter a faca, a testes de corte, começando pela madeira, onde deve cortar dois caibros, para comprovar resistência de fio, na sequência cortar uma corda de uma polegada, o corte deve ser preciso pois a corda fica pendurada e livre, em seguida o mestre teve de perfurar e cortar tres tiras uma sola de couro de 5mm de espessura. Precisava, ainda, cortar papel, sem serrilhamento. Feitos os testes de corte, a faca foi presa em uma morça ao meio da extensão da lâmina, e com o auxílio de um tubo foi feita a dobra da lâmina em 90°. A mesma teve de permanecer sem lascas e íntegra. Torta está a faca, sim, mas agora é troféu.<br />
Hoje as facas produzidas pelo mestre felizense têm ainda mais valor de mercado, mas há um problema para os que apreciam e querem comprar suas facas. A fila de espera para novas encomendas já é de mais de seis meses. Com qualidade reconhecida e garantia vitalícia, as facas de Ismael são belíssimas, em especial as em aço damasco que passam por um processo químico que lhes dão características únicas.<br />
Mas, se não conseguirmos comprar uma obra de Ismael podemos produzir facas com ele, afinal, dá cursos de cutelaria, de tal forma que os grupos, para 2018, estão sendo formados. Cabe aos discípulos superarem seu mestre, fazendo com que haja evolução.<br />
Mestre Biegelmeier encheu aos seus de orgulho e, deles, recebe felicitações.</p>
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		<title>Segredos da forja, a ferro e fogo, encantam visitante alemão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jornal Qtal]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Jan 2016 17:26:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Surpreender um europeu, viajado e culto, não é uma tarefa simples, mas o cuteleiro Ismael Biegelmeier, de Feliz, não ficou apenas no nível surpresa. Klaus Lauck é um daqueles alemães que de tempos em tempos chega ao Brasil e fica rodando por aí, em especial, no Rio Grande do Sul, em busca de suas origens [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Calibri;">Surpreender um europeu, viajado e culto, não é uma tarefa simples, mas o cuteleiro Ismael Biegelmeier, de Feliz, não ficou apenas no nível surpresa.</span></p>
<p><span style="font-family: Calibri;">Klaus Lauck é um daqueles alemães que de tempos em tempos chega ao Brasil e fica rodando por aí, em especial, no Rio Grande do Sul, em busca de suas origens e descendentes dos primeiros imigrantes. Convidado para fazer um rápido tour pelo Vale do Caí, com destino principal a cidade de Feliz, Klaus topou de pronto, mesmo sem saber o que viria pela frente. E o que ele viu foi uma grata surpresa também para os demais que acompanhavam a trupe. O empresário Darci Ertel e o presidente da câmara de vereadores de Salvador do Sul, Aécio Sozo, ficaram igualmente encantados ao conhecer a cutelaria de Ismael Biegelmeier, na localidade de Canto do Rio, próxima ao centro de Feliz. Mas, é claro, como todo germânico de vasta cultura, Lauck também teve o que contribuir com narrações de cunho histórico.</span></p>
<p><span style="font-family: Calibri;">Depois de ajudar na forja de facas, o trio, foi para outro setor da oficina e viu Ismael lidar com um pequeno pedaço de aço damasco. Depois de lixar o mesmo, deixando-o bem liso e branco, Biegelmeier colocou o pedaço de metal em uma solução aquosa, brincando, dizendo alguma “palavras mágicas”. Poucos segundos depois o damasco revelou suas propriedades e tomou cores e desenhos dos mais diferentes. “Olhe só isso. Ele é quase um alquimista”, citou Klaus dando uma gargalhada. </span></p>
<p><span style="font-family: Calibri;">Interrompendo uma aula que Ismael ministrava, com a devida licença do aluno, Klaus Lauck contou uma história com um tanto de propriedade. Vindo da região do Saarland, na Alemanha, ele lembrou da invasão do Império Romano, há cerca de dois mil e quinhentos anos. Recordou que a região onde ele vive era de domínio de povos celtas e gauleses, dentre os quais viviam os místicos druidas. Estes, que eram grandes conhecedores de medicina natural, eram, também, detentores dos segredos da forja. Produziam facas, usadas também como armas, como ninguém mais no mundo. Quando da expansão do Império Romano, foram as facas dos druidas que impediram, por longos anos, o avanço de Roma sobre a Europa peninsular. “Hoje, vejo aqui, no Brasil, que ainda se faz facas apenas observando a cor do aço, como faziam os druidas, sem controlar tecnologicamente a temperatura e o tempo de exposição. Biegelmeier está de parabéns pela sua arte. Ele é, um pouco, druida, afinal, suas facas são de durabilidade infinita”, disse Klaus, segurando com curiosidade uma das peças feitas em damasco e fóssil de girafa. </span></p>
<p><span style="font-family: Calibri;">Ismael, que também conhecia parte da história dos druidas, lembrou que o místico povo forjava suas facas com tamanha qualidade que aquelas trazidas pelos romanos entortavam ou quebravam ao terem contato com as peças druidas. “Isso aqui é quase como assistir um filme épico, mas sem presenciar sangue derramado. É uma grande aula”, destacou Aécio Sozo – também conhecido como Boby do S – enaltecendo que a fazer o que se gosta é muito mais do que cumprir uma tarefa diária. “Vejo que ele (Ismael) faz isso com grande prazer”, pontuou Boby.</span></p>
<p><span style="font-family: Calibri;">Klaus fotografou o processo de fabricação de uma faca assim como fez filmagens, devendo levar consigo a comprovação de que a qualidade druida ainda se encontra por aqui, em um trabalho artesanal que já rendeu a Biegelmeier titulação de uma dos mais importantes cuteleiros do Brasil.</span></p>
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