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Economia

Amizade bom-principiense atravessa o continente

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O Texas, no Estados Unidos, é conhecido como terra do Western, para os mais antigos é o lugar do bang-bang de cinema, mas para Guilherme Hoff, filho de Bom Princípio, o Texas é o lugar em que ele fez a sua “América”.

A expressão “fazer a América” é tão antiga quanto a fama dos tiroteios na terra sem lei. Mas, Gui (ou Meme) como é chamado pelos amigos das antigas, não foi dar tiros no Texas, mas ganhar a vida. Primeiro fazendo churrasco e mostrando a nossa cultura e, depois, apresentando a excelente cachaça da terra gaúcha. E assim, gradualmente, fez a sua vida e passou a se estruturar financeiramente. Mas, pasmem, as raízes não perdeu.

De tempos em tempos visita os pais Jorge e Clarinda, além da mana Paula, o cunhado Charles e as sobrinhas. Sempre que aparece por Bom Princípio, Gui, é motivo para uma reunião de galera. Todavia, não se esperava que três amigos de infância, um pouco mais jovens que ele, resolvessem ir ao Texas. Ronaldo Baumgratz, e os manos Müller (Lucas e Davi) resolveram que era hora de visitar o camarada de longa data.

Fizeram até um GreNal em San Antônio, quando das arquibancada assistiram Spurs e Dallas Mavericks. Brindaram a amizade em um jogaço da NBA. Aproveitaram também para turistar, girando pelo interior dos Estados Unidos e conhecendo alguns pontos turísticos. Gui os levou a Austin, a capital do estado, vendo com os piás o pôr-do-sol e brindando a vida.

A galera ainda aproveitou a estada em terras do Tio Sam, para conhecer Las Vegas, a Golden Gate Bridge (famosa ponte suspensa da Califórnia), uma floresta de árvores gigantes, enfim, para passar frio e calor em um mesmo dia. Tudo certo para curtir o tour pela América do Norte.

Baita anfitrião, Guilherme Hoff, é um quase americano, afinal por lá vive há muitos anos, mas, as raízes são de muito bons princípios, regados à caipira e churrasqueadas.

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Bom Princípio

Soberanas brilham e trajes são lançados

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Se a ideia era construir pontes entre Brasil e Alemanha, reforçando o intercâmbio com Klüsserath, esta, de pronto, foi alcançada no lançamento dos trajes das soberanas da Festa Nacional do Moranguinho, até porque, ninguém melhor que os grupos de danças Winterschneiss e Meine Freunde para representar a questão cultural. Contudo, bandeiras e trajes típicos foram apenas um chamarisco para atrair os olhares. Viriam, atrás das bandeiras, estonteantes, as soberanas da festa mais gostosa do Brasil.

Andressa Henz e Daniela Flach foram as primeiras a serem chamadas, para que depois, como princesas, ladeassem a rainha Caroline Reuss. Flashes espocavam de todos os lados, mas não eram necessários, pois o sorriso da corte da 18ª Festa Nacional do Moranguinho dispensava holofotes.

OS VESTIDOS

Os vestidos das Soberanas da 18ª Festa Nacional do Moranguinho, tem estilo colonial que vem trazendo o retrato da agricultura. O maior símbolo da nossa festa é a fruta do morango, mas sem o seu ator principal, o agricultor não seria possível a construção de tão grande festa.

O vestido da rainha retrata o cuidado com o plantio, a terra vem representada pelo marrom, que está associado à natureza, ao conforto e a simplicidade. Também é a cor que nos liga ao que vem da terra, trazendo estabilidade e confiança. Os morangos que são plantados nela, estão espalhados pela vestimenta demonstrando o carinho com que se manuseia essa fruta saborosa e delicada. O dourado vem trazer o trabalho de muitas mãos para que o cultivo da nobre fruta seja bem realizado.

A cor dourada está profundamente relacionada a tudo aquilo que indica riqueza, poder, prosperidade e vitórias. Para os cristãos, o dourado é uma cor divina associada a imagem de Jesus Cristo. Para eles, os ensinamentos de Jesus são reluzentes como o ouro. E nosso maior tesouro são os nossos morangos.

O vestido das princesas representa o cuidado com a fruta, desde a semente, as folhas, o solo e toda a preparação do berço dos mais saborosos morangos. Cor refrescante, o verde está relacionado ao elemento madeira e representa longevidade, força e esperança, crescimento, renovação e plenitude. E o marrom neste traje traz a segurança de uma base sólida e estável para confiar no trabalho daqueles que tanto cuidam dos nossos alimentos. Novamente aqui os morangos são gentilmente apresentados como em sua colheita, lindos, fartos, vivos e brilhantes.

As mangas em telas douradas, trazem o gostinho colonial que vem do berço da colonização alemã, tradição, cultura e religiosidade são representados por uma peça única e distinta, que amarra com maestria o verdadeiro sentido da Festa Nacional do Moranguinho, a crença de um povo trabalhador.

O trio soberano em sua formação representa não só uma festa, mas uma crença, a fé no homem e no solo que manuseia, a solidez de muitos anos de pratica e cuidado, o carinho e o amor com que trabalha, produz, planta, colhe e leva até seus moradores e visitantes. Mais uma vez nossa festa vem elevar sua maior riqueza, a agricultura.


AS PALAVRAS DA CORTE

Em discursos movidos pela emoção, as soberanas falaram frente ao grande público do centro de eventos.

“As cores e bordados que aqui apresentamos são parte da simbologia de um Reino de Bons Princípios. E para nós, um bom princípio é sermos humildes, caridosas, afetuosas, simpáticas, enfim, um bom princípio é sermos doces tal a nossa festa. Nem todos os dias nos sentimos dispostas a sorrir, mas quando pensamos que representamos ao nosso município, a nossa festa, de pronto volta o brilho à nossa face. É assim que queremos que vocês o façam. Todos os dias. Acordem e busquem por felicidade, sejam a felicidade. Vocês são nossos aliados em bem divulgar a Festa Nacional do Moranguinho. Sintam-se, todos, convidados a fazer parte desta festa e, tragam seus familiares, amigos, enfim, venham todos. Setembro é logo ali e esperamos por vocês com o que temos de melhor em Bom Princípio: moranguinhos e alegria de viver”, falou a presidente Andressa Henz, como primeira a usar do microfone.

“Quando criança, ainda menina pequena, víamos histórias de rainhas e reinos, mas eu, sinceramente, não me imagina em meio a esta corte, no dia de hoje. Nos despimos de todas as questões pessoais para viver, com estes belos trajes, momentos de encanto sem fim. Mas, mesmo que tudo possa parecer tão diferente, frente a vocês, acreditem, somos as mesmas de sempre. Repletas de orgulho por nossa terra do Moranguinho. Tenham em nós não uma corte intocável ou perfeita, mas pessoas que valorizam a sua comunidade na essência. Cantem e vibrem conosco, afinal, é nossa a Festa Nacional do Moranguinho. Uma festa para todos, onde há o encontro das pessoas e as delícias do morango. Você é o nosso convidado a participar da mais gostosa festa do Sul do Brasil”, pontuou, com brilho nos olhos, Daniela Flach.

Viria então a fala oficial da rainha Caroline Reuss, que de pronto quebrou o protocolo questionando: “Precisa dizer que estamos muito felizes?”. A resposta era tão óbvia quanto é a beleza do trio de mulheres bom-principienses. 
“Muito boa tarde queridos e queridas! O sentimento que se tem na vida jamais poderá ser descrito em palavras. Assim, não ousaria aqui explicar o que estamos sentindo. Mas, certamente, é uma prévia do que iremos viver, com total intensidade, a partir de hoje. Um domingo com ares de inverno aquecido por corações como os vossos e os nossos, é perfeito para apresentar a nossa festa. Esperávamos muito por este dia. E o dia chegou. Somos rainha e princesas, mas não queremos ser servidas por vocês, ao contrário, estaremos ao vosso lado levando o nome de Bom Princípio. Vem, dá-me a tua mão. Todos juntos vamos nesta caminhada. Deixemos de lado nossas diferenças e somemos nossas qualidades. E assim, mostremos ao mundo que é possível ser tal um moranguinho: vistoso e saboroso. Nosso município é assim. Nossa festa é assim. Um mix de culturas e o encontro com o melhor moranguinho que há. Ajude-nos nesta importante missão. Somos todos Festa Nacional do Moranguinho. Somos todos Bom Princípio”, finalizou com a voz embargada por lágrimas que estavam prestes a se desprender.

EM NOME DA COMISSÃO

Presidente da Comissão Organizadora da 18ª edição da Festa Nacional do Moranguinho, Leandro Dewes, fez ponderações pontuais em seu discurso, evidenciando que o município é para todos, sejam nascidos ou não em Bom Princípio. Aproveitou para conclamar a todos a participarem da festa, ajudando na divulgação de maneira direta ou indireta.

“Como presidente da Festa Nacional do Moranguinho, em sua 18ª edição, tenho a imensa satisfação de saudar a todos, em especial à nossa corte, afinal, o nosso reino é representado por nossas soberanas.
Esta é a festa da pluralidade, realizada em Bom Princípio para os seus filhos, aqui nascidos ou radicados, e também feita para apresentar a nossa terra a milhares de pessoas. Não só nossa terra, mas a fruta símbolo deste local, bem como nossos queridos agricultores que a cultivam. Só com o esforço deles é possível fazer estas maravilhas com os morangos, que todos nós tanto apreciamos.
Saúdo e agradeço o apoio recebido da prefeitura municipal, através do prefeito municipal Fábio Persch e nosso vice prefeito, Sr. João Weschenfelder e também o apoio da Câmara de Vereadores, através do presidente João Augusto Rodrigues da Silva. Em nome da comissão organizadora rendo o meu agradecimento a todos que conosco respiram ares de festa do Moranguinho e conclamo à comunidade a participar da organização desta festa que é nossa.
Somos todos parte desta história, assim, reforço a cada um de vocês um pedido: divulguem a festa do Moranguinho para os seus amigos e familiares. Há muitos tipos de publicidade, nos mais diferentes canais de mídia, mas, nenhum é tão eficaz quanto o olho no olho. Levem o nosso convite a todos, de modo que, entre 6 e 22 de setembro tudo conduza à nossa festa. Sim, uma festa nossa. É uma festa de todos, sem diferenciação de credo, cor ou afeição. 
Agradeço a oportunidade recebida e peço aplausos à toda comissão organizadora, pois uma grande festa é feita de pessoas para pessoas. Cuidemos do que é nosso e venham participar da 18ª Festa Nacional do Moranguinho”, versou o presidente Dewes.

O DISCURSO DO PREFEITO
Sentado à primeira fila, ao lado de sua esposa, Lilian Juchem, e do vice-prefeito, Joãozinho Weschenfelder, o prefeito Fábio Persch foi chamado à falar e abriu mão do que havia traçado inicialmente. Falou de coração aberto, rendendo agradecimentos a todos que se envolvem com a Festa do Moranguinho e com Bom Princípio como comunidade. Mencionou a força do conjunto em favor do povo e lembrou de todos os que se envolvem no dia-a-dia do município. Sem ser protocolar, mas não deixando de ser enfático, Persch enalteceu o passado de Bom Princípio e a principal vocação local desde os tempos mais remotos: a agricultura.
“O município espera colher este ano cerca de 1,5 milhões de quilos de sua fruta símbolo, que é produzida por 85 famílias. Além da qualidade que deu fama aos morangos bom-principienses (e ao próprio município), a fruta é uma das principais referências para manter os produtores em suas terras. Inclusive as novas gerações que estão permanecendo nas propriedades e se qualificando para tocarem adiante os negócios das famílias”, iniciou o prefeito lembrando que o trabalho do campo é também importante para Bom Princípio quanto qualquer outro. “Cada qual, com a sua vocação e dedicação, trabalham por nosso município. Agradecemos a cada bom-principiense, de ontem, de hoje e do amanhã. Temos que pensar à frente”, mencionou.
Segundo o prefeito o desenvolvimento da sociedade está relacionado ao sentimento de amor que há para com o município, e isso é tão farto e evidente em Bom Princípio quanto o moranguinho, vistoso e saboroso, que estava disposto às mesas.
Ao falar da câmara de vereadores, que se comprometeu com a festa fazendo também repasse de valores para melhorias no parque, citou o presidente da casa João Augusto Rodrigues da Silva. Mas, ao falar da comissão organizadora não se voltou apenas ao presidente Leandro Dewes, lembrando que a equipe é formada por dezenas de pessoas que trabalham de maneira voluntária e abnegada. 
E, deixando para falar ao final da corte da festa, que hoje é bandeira de Bom Princípio, Fábio Persch agradeceu, também, às embaixatrizes que estavam na plateia, lembrando que elas, assim como as soberanas, representam a beleza e a sapiência mulher do município. 
Ao final, conclamou a todos a participarem da Festa Nacional do Moranguinho. “Peço aqui aplausos a todos que ajudam na organização da Festa do Moranguinho e conclamo a cada cidadão a se envolver no evento que acontece de 6 a 22 de setembro. Bom Princípio a todos espera, venha até nós”, finalizou.

COQUETEL E FOTOS
Estavam todos ali, juntos e misturados. Soberanas, moranguetes, comissão organizadora, comunidade, autoridades, enfim, estavam todos unidos em torno de um mesmo motivo: a 18ª Festa Nacional do Moranguinho, a mais linda vitrine de Bom Princípio, faça chuva ou faça sol.

Os presentes ao evento não tiveram apenas oportunidade de assistir as Meninas Cantoras e a Orquestra WBK. Puderam também concorrer a passaportes para festa do Moranguinho e mais, ao final, foram conduzidos ao hall de entrada do Centro de Eventos, para degustarem das delícias do moranguinho.
Resultados do Curso de Sabores em um Reino de Bons Princípios, sob a coordenação da culinarista Paula Teresinha Specht e de Carla Maria Specht, com o apoio da Emater, os pratos dos mais variados foram apresentados e dispostos ao público que, assim, saiu do centro de eventos com um gostinho de quero mais. 

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Cultura

Aberta a safra em Pareci Novo

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Como parte da ampla programação prevista pela 3ª Festa da Cultura Alemã, o município de Pareci Novo realizou na terça-feira (09/07), a primeira edição abertura da safra de bergamota da variedade Pareci. O ato simbólico que formalizou o início da colheita foi realizado na propriedade da família Rocha, no sítio da agroindústria Novo Citrus, da localidade de Coqueiral. Na ocasião estiveram presentes autoridades, representantes da Emater/RS-Ascar e de outras entidades, agricultores e estudantes, entre outros.

A ideia de abrir a colheita da bergamota Pareci, registrada pela Embrapa, surgiu como uma forma de valorizar a fruta cítrica que dá nome ao município – nos moldes do ocorre com as bergamotas Caí e Montenegrina, que são homenageadas em eventos semelhantes nos municípios de São Sebastião do Caí e Montenegro respectivamente. “Para nós trata-se de uma oportunidade de divulgar as nossas potencialidades e reafirmar a importância do nosso setor primário”, enfatizou o prefeito de Pareci Novo, Oregino José Francisco.

Com uma área plantada de cerca de 30 hectares no município, a expectativa é de que possam ser colhidas cerca de mil toneladas da fruta em Pareci Novo. Com uma safra curta – posicionada entre o final do ciclo da Caí e o início da Montenegrina, em agosto, a Pareci tem tido de destaque pela grande quantidade de suco e pelos frutos amarelos e doces. “Não por acaso, pretendo duplicar a área plantada com esta variedade, atualmente em 500 pés, já no próximo ano”, destaca o anfitrião da tarde, Willian Rocha.

Com um ciclo mais curto, a Pareci ainda não tem a expressividade de uma Montenegrina, por exemplo, que somente em Pareci Novo possui quase 600 hectares plantados. “Mas apesar de ser de ciclo curto, o fato de ela render de 15 a 20 por cento de suco a mais por fruta, acaba sendo um diferencial”, salienta Rocha, que há mais de 20 anos mantém uma agroindústria para a produção de sucos – entre eles o de bergamota – no sítio da família. Com um diferencial: todos eles são orgânicos.

Além de sucos de outros sabores, como laranja, abacaxi, manga e uva, Willian, a esposa Maria Helena e outros familiares trabalham com um mix diversificado de mais de 30 produtos, entre geleias, molhos de tomate, biomassa e mousse. Durante o evento a família fez um breve relato de sua história, que inicia nos anos 90, onde o casal era empregado da indústria no Polo Petroquímico, até chegar a atualidade, onde possuem destaque internacional na produção de frutas orgânicas. “Para nós esta trajetória é motivo de orgulho”, avalia Maria Helena.

Além da abertura oficial da safra, com direito a foto oficial no pomar, o evento contou ainda com plantio simbólico de pés de bergamota – feito por alunos de escolas locais e representantes de entidades -, passeio pela propriedade, música e um amplo café colonial com mais de dez variedades de produtos a base de citros. Entre as autoridades, além do prefeito, estive presente o gerente adjunto da Emater/RS-Ascar, Carlos Lagemann, que saudou a família “que quebrou paradigmas, retornando ao meio rural para produzir alimentos de qualidade”.

Caminho do Coração

Como parte das ações realizadas durante a abertura da safra, produtores que integram o Circuito Caminho do Coração – que envolve propriedades de São José do Sul e de Pareci Novo -, divulgaram a rota turística, que passa em frente ao sítio da Novo Citrus. No circuito, os visitantes podem apreciar belas paisagens, se conectar com a natureza, conhecer a cultura local e saborear a gastronomia típica. “Nossa intenção é a de valorizar cada vez mais o turismo, seja melhorando as estradas da região ou instalando placas com informações”, enfatizou o prefeito.

3ª Festa da Cultura Alemã

Realizada de 05 de julho a 04 de agosto, a 3ª Festa da Cultura Alemã busca integrar a comunidade por meio de uma série de ações e atividades realizadas no município que é conhecido como Capital das Flores, Mudas e Frutas. Além da aguardada Festa da Colônia, que encerra as festividades no dia 04 de agosto, na Praça Miguel Arraes, a partir das 9h, outras ações, como a abertura da safra de Flores e Mudas e da Bergamota Pareci, já ocorridas, além de confraternizações, espetáculos culturais, encontros de comunidades, baile da terceira idade, ciclo de palestras, entre outros, estão previstas na programação.

Texto e imagens: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar – Regional Lajeado – Jornalista Tiago Bald

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Cultura

12ª Kappesberg Fest conhece sua nova corte

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Não era uma noite qualquer em São Pedro da Serra. 17 de maio de 2019, ficará marcada, em especial, para três belas jovens, afinal, foram eleitas para reinar na festa maior do município e, também, representar a beleza da mulher do município.

Ainda que o nome da festa de São Pedro da Serra – a Kappesberg Fest – remeta à origem teuto-brasileira da sociedade local, esta é uma festa multicultural, de tal maneira, que poucas horas antes do evento de escolha das soberanas foram anunciado, pelos organizadores da festa, o primeiro show a ser realizado em fevereiro de 2020. Mas, o anúncio de George Henrique & Rodrigo, que se apresentará em 15 de fevereiro, não foi o ápice da noite, afinal, queriam todos saber quem haveria de reinar no evento que é o retrato local.

Com um corpo de jurados constituído por pessoas de vasta qualificação em diferentes áreas, como beleza, gestão e cultura, foi possível fazer uma avaliação criteriosa das sete candidatas, de modo que as três mais preparadas fossem eleitas. Diziam os mestres de cerimônia – Patrícia Löff e Régis Cristiano Hoff – que a escolha das soberanas tivera muitos critérios além da beleza, assim, ficava evidente que era necessário um algo mais para que as gurias fossem coroadas.

A alternância do local da passarela, trazida para o centro da quadra de esportes do ginásio poliesportivo não seria a única novidade da noite. O bom público presente não chegou a lotar o ambiente, que é gigantesco, mas fez bastante barulho, mostrando que as torcidas estavam atentas. As soberanas que se despediam, Monique Fritzen e Jaqueline Lubenov estavam presentes e fizeram bonito, representando, também, a rainha Roberta Klassmann, que vive na Alemanha. Mas, Roberta, quando da despedida, surgiu no telão, evidenciando o seu sentimento por sua terra e sua gente. Mesmo longe, a rainha, não esqueceu dos seus súditos, os mantendo bem perto de si.

A prefeita Isabel Joner Cornelius poderia ter condecorado a realeza, mas, deixou o estrelato para aquelas que se despediam. Assim, a prefeita e os secretários, renderam reverências à todos os presentes, entregando mimos para os jurados e, também, para todas as candidatas. Era o momento de mostrar que o município de São Pedro da Serra vê a todos, não somente aqueles que estão em maior evidência.

Veio então o anúncio das melhores torcidas da noite. Larissa Kayser surgiu, de cantinho, na passarela, para agradecer aos seus torcedores. Também o fez Camila Scherer, assim, ficava a expectativa de quem seriam as soberanas. E, aquela história de que a premiação de melhor torcida é prêmio de consolação, foi por água abaixo a seguir.

Com a realeza em seu sobrenome, Larissa Kayser foi a primeira a ser chamada. Estava para lá de radiante, saltitante até, rendendo-se à emoção. Era ela uma das princesas da corte. Quem seria a próxima?

Diferente do que acontecera anos antes, Amanda Patzlaff tinha o seu nome proclamado ao microfone e, a morena, surgiu como entre nuvens tamanho era o seu flutuar. Estava ali, agora, como princesa da Kappesberg Fest, evento que sempre quis representar.

“E a rainha é…. é…. Camila Eduarda Scherer”, anunciava o protocolo. Todos olhares voltavam-se à passarela para, logo em seguida, repleta de brilhos e sorrisos, surgisse a vencedora da noite. O coração batia acelerado, parecendo não mais caber dentro do peito. Sim, a espontânea Camila agora era rainha. Foi coroada por seis mãos, quatro na passarela, e duas que em emoção vinham da distante Alemanha. A corte que dera adeus coroara rainha e princesas em ato sucessório de puro sentimento.

E que venha fevereiro, com a sua programação na 12ª Kappesberg Fest. E que o tempo imortalize o trabalho da nova corte, junto com suas embaixatrizes e todos os que se envolverem no maior evento local.

Quanto às soberanas, Camila, quando do aniversário de São Pedro da Serra, em 20 de março, rendeu homenagem em alemão ao seu município, assim, agora, em quantos quer que sejam os idiomas, deseja, São Pedro da Serra, à sua corte, expansivo à comunidade, Viel Glück und Fröhlichkeit für alle (muita sorte e felicidade a todos).

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