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Economia

Salsicharia Werner agora tem Susaf

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Quando Aloísio Werner era funcionário do açougue dos Käfer, há mais de meio século, não sonhava que, algum dia, tivesse empresa própria, muito menos que esta empresa, junto com a esposa, filhos, noras e netos. Quando passou a empreender por conta própria, deixando de ser funcionário, o homem, hoje com mais de 70 anos, passou a ter novas horizontes. Ganhava mais clientes, afinal, ele sabia lidar com carnes.
Aloísio Werner, ou Bepe, como é mais conhecido, filho de descendentes alemães e italianos, fez família ao lado da esposa Loria. Ela não é apenas o braço direito dentro de casa, mas é os dois braços atuando na empresa familiar. Lá por volta de 1982, criado o açougue e a salsicharia Werner, os rumos foram mudando. Quando da emancipação de São Pedro da Serra, dez anos depois, a empresa ganhava ainda mais projeção, tendo também apoio da esfera local. Sabiam Bepe e Loria que teriam que investir em qualidade, tendo um grande asseio em tudo que viessem a fazer. Primavam por ter produtos de excelência, tendo claras as normas do Sispoa e do Sistema de Inspeção Municipal. Mas isso não era o bastante para ganhar outros mercados. Era preciso ter, como empresas de outros municípios, o selo do Susaf, que permitisse a comercialização dos produtos, também em outras cidades gaúchas.
Produzir uma linguiça de qualidade diferenciada pouco adiantava se era para vender apenas dentro de São Pedro da Serra. O mercado era muito limitado. Era preciso ir além e, claro, adaptar-se às novas realidades, buscando pelo Susaf. Quando o município de São Pedro da Serra teve aprovado o selo há algumas semanas era quase uma obviedade saber que a Salsicharia Werner já estava buscando pelo enquadramento às normas. Mudaram o que foi preciso dentro da empresa e, há alguns dias, bem no comecinho de 2019, veio a excelente notícia: a Salsicharia Werner recebeu o selo Susaf.
Isso quer dizer que os filhos Jandir, Elton e Sirlei, assim como as noras Graciele e Valtereza, juntamente com os demais integrantes da família e os funcionários vão ter trabalho extra a partir de agora. Bepe e Loria, não serão apenas supervisores, mas orgulhosos entusiastas de um negócio familiar que tende a crescer. Assim como os demais, os fundadores da empresa seguirão labutando e dando o melhor de si, para que o churrasco do final de semana, ou a tradicional linguiça, servida às mesas, continue honrando a cultura gaúcha e alemã, e claro, também a italiana, afinal, todos os sangues se misturam em meio ao corpanzil do patriarca dos Werner.
O selo do Susaf, para Bepe e os seus, é a confirmação de que o trabalho iniciado há tanto tempo está correto. Se sempre primaram pela qualidade superior, agora, o carimbo do Susaf-RS, deixa a sua marca sobre tudo o que eles fizerem.
A empresa que nasceu pequenina, no interior de São Pedro da Serra, hoje é referência de qualidade, da forma que falar na Salsicharia Werner (ou no Bepe) é fazer menção ao Campestre Alto, onde a salsicharia tem a sua sede.
Poderia ter São Pedro da Serra, com muito esforço da esfera pública e do empresariado conseguido o Susaf antes? Talvez sim, mas agora não é hora de remoer fatos, sim, é hora de processar a carne, moendo direitinho, com os temperos que só o Bepe e os Werner sabem fazer. Afinal, nesta história tudo acaba em Wurst (linguiça).

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Economia

Bickenbach e São Pedro buscam irmandade

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A pequena cidade alemã de Bickenbach, onde nasceu Pedro Liesenfeld, primeiro morador de São Pedro da Serra, está sendo alvo de investida para a formalização de um intercâmbio cultural entre a cidade gaúcha e a sua origem germânica.
Tendo em vista a visita do ex-prefeito de Dickenschied, Karl-Wilhelm Bender, que é amigo pessoal do prefeito de Bickenbach, Heribert Müller, a diretora cultural Vera Steffen Schmitz, seu marido Lair Jacó Schmitz e o vereador André Mallmann, pediram ajuda no projeto de geminação de cidades.
Assim como Salvador do Sul, Maratá, Bom Princípio, Feliz, São Vendelino e Alto Feliz, tem intercâmbio já em funcionamento, São Pedro da Serra, também almeja estreitar laços, de forma que o município, de alguma forma busque por suas raízes alemãs.
De acordo com a dirigente cultural Vera Steffen Schmitz, o mais interessante de um intercâmbio está em âmbito educacional e da área da cultura, não apenas financeiro. “Pensamos em construir pontes entre pessoas, pois o maior ganho de um intercâmbio está na relação entre elas”, destacou Vera Schmitz.
O vereador André Mallmann, que fala com fluência o alemão, acredita que a proposição de intercâmbio seja a possibilidade de abrir portas, também, para que os jovens de São Pedro da Serra possam conhecer uma nova realidade, quem sabe, até, buscando por conhecimentos extras. “A cidade de Bickenbach é pequena, mas como fica na região do Rhein-Hunsrück, de onde vieram os nossos imigrantes, e que está se desenvolvendo muito, é possível projetar também um intercâmbio entre jovens em um ir e vir de pessoas, com a troca de conhecimentos”, pontuou, dizendo que o projeto é bom para ambas as partes.
Segundo o prefeito Bender, ele buscará contato com Müller, e incentivará a realização da geminação. Está levando consigo documentações que comprovam a origem de Pedro Liesenfeld, o primeiro morador de São Pedro da Serra, assim como material sobre a cidade gaúcha, mostrando que será interessante também para os alemães o estreitamento de laços. Bender, acompanhado de Mallmann, visitou o interior e a sede do município, ficando surpreso com a organização e o desenvolvimento de São Pedro.
Conversando em dialeto e participando até de um costelão no interior do município, Bender pode perceber que a cultura germânica se encontra com a gaúcha, e essa impressão levará para o prefeito de Bickenbach, na esperança de que o projeto de geminação possa evoluir.

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Bom Princípio

Festa do Moranguinho encerra primeira semana com 40 mil visitantes

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Se na quinta, dia 5 de setembro, Bom Princípio já dava ares de Festa do Moranguinho, com um grande esquenta com a banda Barbarella, na sexta, tudo ferveu, com mais de 10 mil pessoas abaixo (e fora) da grande arena de shows. Era o primeiro grande momento da festa, com o show de Zé Neto e Cristiano.

O sábado, que amanheceu chuvoso, impediu a realização do desfile cívico, as ser realizado em outra data, mas, o público acorreu ao parque municipal aproveitando-se dos portões abertos e entrada franca para todos. Um grande festival de bandas fez o povo dançar.

O domingo, ainda de cara fechada, poderia ser prognóstico de público pequeno, mas, o sol deu o ar da graça e as pessoas acorreram ao parque. Estandes concorridos. Muito morango, chocolate, chantilly, excelente chopp, e shows culturais variados à tarde. E o desfecho da noite se deu com Serginho Moah e depois, a magnífica banda Brilha Som.

Foi apenas o primeiro final de semana que, segundo o presidente Leandro Dewes, alcançou público de aproximadamente 40 mil pessoas. “Não se pode dar exatidão nos números, pois com o Esquenta e a entrada franca no sábado, não se tem uma contabilidade precisa da entrada de pessoas, mas, a experiência nos mostra pela ocupação do parque o público foi próximo a 40 mil pessoas. Acredito que até possa ter ultrapassado este número”, ponderou Leandro Dewes.

O prefeito Fábio Persch enalteceu os mais diferentes momentos da festa, lembrando também da celebração dos 10 anos de intercâmbio cultural com a Alemanha, de modo que representantes de Klüsserath também estiveram na festa. É claro, ficando maravilhados com tudo o que viram, afinal, o público de um final de semana de Festa do Moranguinho é 40 vezes a população da cidade irmã alemã.

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Economia

Inauguração do asfalto vira anúncio de mais obras

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O que seria uma inauguração da pavimentação asfáltica na comunidade de Campestre Alto, acabou por ser um ato de anúncio de mais uma grande obra, desta vez, para a localidade de Linha Babilônia.

Tomando a frente dos atos e invertendo o protocolo formal, a prefeito Isabel Corete Joner Cornelius foi a primeira a fazer uso da palavra, de modo que logo fosse agradecendo a presença de comunidade de Campestre, fazendo uma retrospectiva de suas ações de governo. De acordo com a prefeita, no dia 2 de janeiro de 2017 os secretários municipais e servidores foram comunicados de austeras ações de economia que seriam realizadas. Pois bem, não se tratava de um discurso de um novo governo, mas, ações práticas. “Agradeço os R$ 600 mil deixados pelo prefeito anterior que foram muito importantes, mas quero comunicar a vocês que, em apenas 2 anos e 8 meses, poupamos mais de R$ 4 milhões, sendo possível pagar, com recursos próprios esta obra no Campestre. Aproveitamos, também, para anunciar outros 2 quilômetros de asfaltamento, desta vez na Linha Babilônia”, estocou a prefeita, sendo interrompida por aplausos.

De acordo com a prefeita, do começo do governo até agora foram investidos mais de R$ 8 milhões em obras, grande parte concluídas e outras que ficarão prontas em breve. “Até 2020, mais exatamente em dezembro, queremos entregar todas as obras já iniciadas e, mais, fazer outras que ainda não foram nem contratadas”, pontua a prefeita Isabel.

Segundo o secretário de obras, Luizinho Hartmann, a pavimentação de 2,5 quilômetros no Campestre só foi possível pela compreensão da comunidade, que se engajou, e também do comprometimento da empresa que realizou a obra. O investimento total de R$ 2.467.353,83 foram aplicados pela administração que atendeu uma reivindicação antiga de todos os moradores de São Pedro da Serra.

O ato que contou com a presença de políticos locais, e também de outras cidades, como o prefeito de Bom Princípio, Fábio Persch, e o vice-prefeito de Poço das Antas, Laércio Klein, vereadores de outras cidades, como Salvador do Sul, e do deputado Estadual Tiago Simon. Em sua fala o deputado enalteceu a seriedade de gestão e parabenizou à prefeita juntamente com o seu grupo pelo trabalho. Ao final, o deputado posou para a foto com políticos de São Pedro da Serra, buscando a unidade partidária entre eles.

Se a chuva atrapalhou a inauguração no âmbito cerimonial, já que foi realizada no Ginásio de Esportes, não em meio à rua, também revelou outra realidade. Aqueles que vieram de Salvador do Sul por ali passaram, cruzaram por trechos enlamaçados, e, ao rodarem no Campestre Alto encontraram asfalto, bem sinalizado, e de qualidade.

As soberanas de São Pedro da Serra aproveitaram para fazer o convite para a Kappesbergfest, que acontecerá em fevereiro, e, também parabenizaram a administração. Após, o padre Isaías Colling e o padre Attílio Hartmann deram a benção desejando que a via seja trecho de união e também haja proteção divina para que nada ruim venha ocorrer no percurso.

E quando tudo parecia terminado, inclusive com o término do protocolo, a prefeita retomou o microfone, chamou aos moradores de Linha Babilônia para que viessem à frente e acompanhassem assinatura de documentação que fazia referência ao asfalto da localidade. “Ainda não sabemos quando será inaugurada a obra, mas, estamos abrindo a licitação e podemos garantir que, também a comunidade da Babilônia, assim como a de Campestre, terá o seu asfaltamento”, destacou a prefeita reforçando que serão dois quilômetros de pavimentação asfáltica nesta comunidade.

“O que mais me deixa feliz é ver nos olhos a alegria das pessoas porque estão vendo que obras e serviços importantes estão acontecendo em todo o município. Meu muito obrigada”, pontuou ao final a prefeita Isabel com um sorriso claro à face.

Centenas de pessoas participaram da cerimônia inaugural, depois, fartando-se de excelente almoço, revelando a evidente satisfação dos moradores no que diz respeito às obras de asfalto na localidade de Campestre Alto e, também, daqueles que ouviram anúncio de outra pavimentação grandiosa no interior de São Pedro da Serra.

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