Quatro vezes prefeito de Carlos Barbosa, algo a ser respeitado em qualquer currículo, Fernando Xavier da Silva talvez não seja o mais polido dos políticos, mas é por ser assim, direto e muitas vezes irônico, é que o administrador consegue êxito em suas empreitadas.
Vice-presidente da Federasul, Simone Leite, é empresária de sucesso sendo radicada em Canoas. Ela que foi candidata ao senado pelo PP, defende as entidades de classe e a união em busca do desenvolvimento das empresas como um todo.
Empresário de grande sucesso e renome mundial, Clóvis Tramontina, prega a simplicidade e a valorização do ser humano nas empresas, de modo que o desenvolvimento tem relação direta com o comprometimento que se tem entre os empresários e seus colaboradores.
Assim, com três pessoas de visões claras e currículos de grande expressão, que ocorreu o painel A Simplicidade na Geração do Sucesso. A abertura do evento ficou por conta de Fabiano Ferrari, presidente da associação comercial de Carlos Barbosa, que foi pontual ao afirmar que “se queremos ganhar precisamos unir forças, jamais separar”. E dentro desta linha é que seguiram as manifestações.
Tantas vezes polêmico, o prefeito Xavier, foi o primeiro painelista da noite sendo enfático ao dizer que as pessoas estão equivocadas achando que o desenvolvimento de uma cidade é feito pelo governo municipal. “Quem faz o crescimento e o desenvolvimento é a união da comunidade como um todo”, destacou ele, lembrando que o município deve, sim, cumprir as suas obrigações na manutenção da cidade, da educação e da saúde, mas afirmando que não se pode esperar que a prefeitura faça tudo. Segundo Xavier, é preciso a participação de todos. “Não há nada melhor para um governo do que ver todos tendo lucros… não tem lógica a maneira que alguns pensam (tanto nas empresas quanto nas prefeituras) pois se estamos mal de dinheiro não devemos reduzir a carga de trabalho mas trabalhar ainda mais”, citou ele, condenando a implantação de turno único em empresas e prefeituras. O prefeito falou ainda sobre a necessidade da consciência coletiva da população. “Precisamos fomentar a autoestima do povo para que juntos trabalhem com prefeitura e legislativo pelo desenvolvimento”, citou Xavier.
Em sua fala a diretora da Federasul, Simone Leite, enfatizou a necessidade de envolvimento das pessoas com o mundo e vice-versa. Para Simone o empreendedor para ter sucesso precisa ser Ambicioso, Proativo, Criativo, Inquieto e Ter Espírito de Liderança. “É importante ter jovens e experientes, homens e mulheres, todos trabalhando junto pelo crescimento das empresas e da sociedade”, citou Simone. Segundo ela o segredo da motivação é individual, de modo que nenhuma pessoa é capaz de motivar outra “isso é algo pessoal”. Simone fez uma rápida abordagem política e pediu, como empresária, cuidado ao fazer críticas à classe política. “Hoje são os empresários estão nas manchetes de todo o país como corruptores. Pois bem, não há corruptos sem corruptores ou vice-versa. Há gente ruim em todos os meios, mas os bons não devem pagar por isso”, destacou Simone.
Quem falou por mais tempo, com toda propriedade, foi o empresário Clóvis Tramontina. Com 59 anos e vasta formação acadêmica, Clóvis poderia falar com pompa e circunstância, mas usou de uma “gringa” simpatia para passar a sua mensagem. Com a alma leve e sem medo de represálias, Tramontina, avaliou a situação política gaúcha dizendo que a “Serra está abandonada” a tal ponto que “as estradas estão esburacadas para serem pista de teste para os carros da GM feitos em Gravataí”. A colocação arrancou risadas dos presentes, mas gerou o alerta do empresário para a defasagem das vias de acesso à região, em especial a RS 446, entre São Vendelino e Carlos Barbosa, que precisa de melhorias urgentes. “A simplicidade é uma atitude humana que inicia com as pessoas se cumprimentando. Quando há um problema devemos examinar o que há e fazer com que questões complexas sejam minimizadas. Temos que buscar as soluções com velocidade e não protelar os problemas”, citou Tramontina lembrando que muitas pessoas têm a capacidade de ver os problemas, aumenta-los, mas não solucioná-los. “Ser simples é ir direto ao ponto. As vezes não podemos fazer uma revolução, mas sempre podemos fazer o que é preciso para mudar uma situação”, pontuou o empresário que acredita que 2015 será um ano melhor do que este que está terminando, na esperança de que, cada um fazendo a sua parte, seja possível crescer como sociedade.
Com repertório marcado por grandes sucessos, energia e nostalgia, banda gaúcha transforma o palco em uma verdadeira viagem pelas décadas que marcaram gerações
Há músicas que ultrapassam o tempo. Basta ouvir os primeiros acordes para lembrar de uma época, de uma pessoa, de uma festa ou simplesmente de um momento da vida. É justamente essa capacidade da música de despertar memórias que está no centro de “Máquina do Tempo”, novo projeto audiovisual da Banda Pandora, de Feliz, no Rio Grande do Sul.
Gravado no All Need Master Hall, em Caxias do Sul, o espetáculo foi concebido como uma viagem musical pelas décadas de 1980 e 1990, períodos que deixaram uma marca profunda na cultura pop e na memória afetiva de diferentes gerações. O resultado é um show que combina música, imagem, figurino e uma atmosfera cuidadosamente construída para transportar o público para outra época.
E a viagem começa justamente onde a Pandora sabe conduzir o público: nas músicas.
Uma trilha sonora que atravessa gerações
O repertório da Pandora passeia por diferentes vertentes que fizeram história, reunindo pop, rock, new wave, synthpop, eurodance e grandes baladas. São estilos que dominaram rádios, festas, pistas de dança e programas de televisão e que, décadas depois, continuam facilmente reconhecíveis.
Em apresentações anteriores, a banda já mostrou essa versatilidade ao interpretar nomes como RPM, Depeche Mode, Pet Shop Boys, Modern Talking, Bon Jovi, A-ha, Queen, Pink Floyd, AC/DC, Guns N’ Roses, Creedence, Men At Work, Midnight Oil, Mamonas Assassinas, Roupa Nova e Raul Seixas, entre muitos outros. O repertório demonstra que a proposta vai muito além de um único gênero: é uma celebração da música que marcou diferentes momentos.
Em “Máquina do Tempo”, “Voyage Voyage” aparece como uma das músicas de destaque do projeto, funcionando quase como um convite para embarcar nessa viagem sonora.
Quando a música faz o tempo voltar
Mais do que apresentar sucessos antigos, a Pandora trabalha com aquilo que essas músicas representam.
Para quem viveu os anos 80 e 90, determinadas canções funcionam como verdadeiras fotografias sonoras. Para as gerações mais jovens, muitas delas continuam presentes por meio dos pais, dos irmãos, das festas, do rádio, da televisão ou das plataformas digitais.
É aí que está a força do espetáculo: a nostalgia deixa de ser apenas uma lembrança individual e passa a ser compartilhada pelo público.
Um riff de guitarra, uma batida eletrônica ou uma introdução conhecida são suficientes para provocar aquela reação imediata de reconhecimento: “Eu conheço essa música!”.
E, quando o público começa a cantar junto, a máquina do tempo realmente parece funcionar.
Do Vale do Caí para diferentes palcos
Nascida no vale do Caí (RS), a Pandora mantém sua formação original, formada por Xandi Gonçalves, nos vocais, teclado e violão; Ivan Luz, no baixo; Diego Schardong, na bateria e programações; e Samuel Pesan, na guitarra e vocais.
A banda vem construindo uma trajetória marcada justamente pela combinação entre nostalgia e renovação. Antes de “Máquina do Tempo”, lançou projetos como “Pra Sentir e Viver” e “Pandora Rock Baladas”, além do trabalho autoral “Vai com Medo Mesmo”, que ganhou um videoclipe produzido com inteligência artificial.
Essa mistura entre passado e presente ajuda a explicar a identidade da Pandora: a banda olha para trás para buscar músicas que continuam vivas, mas utiliza recursos atuais para apresentá-las a um novo público.
Uma festa para lembrar
“Máquina do Tempo” não é apenas um show de músicas antigas. É uma experiência construída em torno da memória.
O palco se transforma em um ponto de encontro entre diferentes gerações. Quem viveu aquelas décadas reencontra parte da própria história. Quem não viveu descobre músicas que continuam capazes de provocar emoção, dançar e cantar.
E talvez esteja justamente aí o segredo do projeto: não é necessário ter vivido os anos 80 ou 90 para viajar no tempo.
A música faz essa ponte.
Por alguns minutos, o público pode deixar de lado o celular, as preocupações e a velocidade dos dias atuais para simplesmente cantar uma música que conhece, lembrar de alguém, dançar e sentir novamente uma época que parecia ter ficado para trás.
A Pandora transforma o palco em uma espécie de cápsula musical. E quando os primeiros acordes começam, fica a sensação de que o relógio realmente voltou algumas décadas.
Porque algumas músicas envelhecem. Outras viram memória. E algumas simplesmente nunca saem de moda.
Há conquistas que cabem em uma taça. Outras precisam de um continente inteiro para serem contadas.
Quase 12 mil quilômetros separavam Bom Princípio de Grimma. Mas, na manhã deste domingo, a distância pareceu desaparecer. O grito atravessou o oceano, venceu o fuso horário e chegou ao Brasil junto com as primeiras luzes do dia:
É TETRA! A WBK É TETRACAMPEÃ EM GRIMMA!
Lá na Alemanha, onde a música brasileira encontrou novamente o mundo, a Winterschneise Blaskapelle escreveu mais uma página inesquecível de sua história. A orquestra de Bom Princípio conquistou, neste domingo, o quarto título no Festival Internacional de Grimma.
Depois de 2008, 2011 e 2015, chegou a vez de 2026.
E que capítulo!
Na noite anterior, o público já havia sido conquistado pela energia, pela musicalidade e pela identidade da WBK. A apresentação foi daquelas que deixam no ar a sensação de que algo especial poderia acontecer. E aconteceu.
Aqueles músicos que viajaram milhares de quilômetros para levar o nome de Bom Princípio ao outro lado do mundo voltaram a subir ao palco. Instrumentos nas mãos, coração acelerado e uma história inteira sobre os ombros.
E fizeram história.
A saga da WBK começou em 1996. Desde então, gerações e gerações de músicos passaram pela orquestra. Alguns ficaram por muitos anos, outros seguiram novos caminhos, mas todos deixaram uma nota, um compasso, uma lembrança.
Por isso, cada título também pertence a quem já esteve ali.
A todos que um dia foram regidos por Davi Dessotti, aos que ensaiaram, viajaram, tocaram, ensinaram e aprenderam. Aos que ajudaram a transformar uma orquestra em patrimônio cultural de uma comunidade.
Todos são um pouco campeões.
Mas hoje o aplauso é, sobretudo, para aqueles que estão em Grimma. Para os músicos que carregaram consigo o talento, a dedicação e o orgulho de representar Bom Princípio, a Terra do Moranguinho, o Rio Grande do Sul e o Brasil.
Entre os que testemunharam esse momento histórico estava o prefeito Vasco Alexandre Brandt, acompanhado da esposa. E, diante da bandeira de Bom Princípio tremulando na Alemanha, conter a emoção era praticamente impossível.
Porque não era apenas uma bandeira.
Era a nossa terra chegando mais uma vez ao outro lado do mundo.
Era a música contando quem somos.
Era a clara lembrança de Pietro, Lorenzo e Dani.
Era Bom Princípio sendo ouvido.
Era a WBK sendo campeã outra vez.
TETRA!
E talvez seja justamente essa a beleza da cultura: ela não conhece fronteiras. Viaja nas malas, atravessa oceanos, encontra pessoas e transforma lugares distantes em parte da nossa própria história.
Hoje, Grimma também é um pouco Bom Princípio.
E Bom Princípio acordou campeão.
Honrados sejam todos aqueles que, através da cultura, ajudam a escrever a história.
📸🎥 Fotos e vídeo: Carla Boesing
✍️ Texto: Alex Steffen
O projeto “Encontro Internacional de Músicos – Grimma, Alemanha” da Orquestra WBK foi contemplada no EDITAL SEDAC Nº 06/2026 – FAC RS – MOBILIDADE – Bolsa Cultural para Viagens Nacionais e Internacionais, com financiamento pelo Pró-Cultura e pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul, por meio da Secretaria da Cultura.
Parece ser uma declaração de amor feita em alto e bom som. Na real, não parece, é.
“Esperando na Janela”, agora em ritmo de bailão, na voz de Alessandro Turra e com a pegada do Brilha Som, é sucesso em todo Brasil há décadas. Mas, a sua história, não é tão conhecida assim.
Blanch Van Gogh compôs a letra e a gravação dela emplacou em 2000, bem na virada do século, com a banda de rock Cogumelo de Plutão. 25 anos passados, ganhou a versão do Brilha Som, lançada ontem, 2 de abril de 2025. O clipe gravado na Cervejaria Hunsrück, em meio à natureza vai além de uma belíssima produção.
“Quando cantávamos ela nos nossos shows, com uma versão mais sertaneja, já se percebia uma interação do público, mas na gravação do clipe a energia foi muito forte”, diz o vocalista do Brilha Som, Alessandro Turra.
Em vídeo lançado em suas redes sociais neste dia 3, Turra, lembra que a música foi uma composição voltado a Deus, sendo, sim, uma belíssima declaração de amor.
O estilo musical cá do interior do Rio Grande do Sul vem ganhando o Brasil. É questão de tempo para que nossos artistas tenham sua arte reconhecida neste país continental!