Não era uma noite qualquer em São Pedro da Serra. 17 de maio
de 2019, ficará marcada, em especial, para três belas jovens, afinal, foram
eleitas para reinar na festa maior do município e, também, representar a beleza
da mulher do município.
Ainda que o nome da festa de São Pedro da Serra – a Kappesberg
Fest – remeta à origem teuto-brasileira da sociedade local, esta é uma festa
multicultural, de tal maneira, que poucas horas antes do evento de escolha das
soberanas foram anunciado, pelos organizadores da festa, o primeiro show a ser
realizado em fevereiro de 2020. Mas, o anúncio de George Henrique &
Rodrigo, que se apresentará em 15 de fevereiro, não foi o ápice da noite,
afinal, queriam todos saber quem haveria de reinar no evento que é o retrato
local.
Com um corpo de jurados constituído por pessoas de vasta
qualificação em diferentes áreas, como beleza, gestão e cultura, foi possível
fazer uma avaliação criteriosa das sete candidatas, de modo que as três mais
preparadas fossem eleitas. Diziam os mestres de cerimônia – Patrícia Löff e
Régis Cristiano Hoff – que a escolha das soberanas tivera muitos critérios além
da beleza, assim, ficava evidente que era necessário um algo mais para que as
gurias fossem coroadas.
A alternância do local da passarela, trazida para o centro
da quadra de esportes do ginásio poliesportivo não seria a única novidade da
noite. O bom público presente não chegou a lotar o ambiente, que é gigantesco,
mas fez bastante barulho, mostrando que as torcidas estavam atentas. As
soberanas que se despediam, Monique Fritzen e Jaqueline Lubenov estavam
presentes e fizeram bonito, representando, também, a rainha Roberta Klassmann,
que vive na Alemanha. Mas, Roberta, quando da despedida, surgiu no telão,
evidenciando o seu sentimento por sua terra e sua gente. Mesmo longe, a rainha,
não esqueceu dos seus súditos, os mantendo bem perto de si.
A prefeita Isabel Joner Cornelius poderia ter condecorado a
realeza, mas, deixou o estrelato para aquelas que se despediam. Assim, a
prefeita e os secretários, renderam reverências à todos os presentes,
entregando mimos para os jurados e, também, para todas as candidatas. Era o
momento de mostrar que o município de São Pedro da Serra vê a todos, não
somente aqueles que estão em maior evidência.
Veio então o anúncio das melhores torcidas da noite. Larissa
Kayser surgiu, de cantinho, na passarela, para agradecer aos seus torcedores.
Também o fez Camila Scherer, assim, ficava a expectativa de quem seriam as
soberanas. E, aquela história de que a premiação de melhor torcida é prêmio de
consolação, foi por água abaixo a seguir.
Com a realeza em seu sobrenome, Larissa Kayser foi a
primeira a ser chamada. Estava para lá de radiante, saltitante até, rendendo-se
à emoção. Era ela uma das princesas da corte. Quem seria a próxima?
Diferente do que acontecera anos antes, Amanda Patzlaff
tinha o seu nome proclamado ao microfone e, a morena, surgiu como entre nuvens
tamanho era o seu flutuar. Estava ali, agora, como princesa da Kappesberg Fest,
evento que sempre quis representar.
“E a rainha é…. é…. Camila Eduarda Scherer”, anunciava o
protocolo. Todos olhares voltavam-se à passarela para, logo em seguida, repleta
de brilhos e sorrisos, surgisse a vencedora da noite. O coração batia
acelerado, parecendo não mais caber dentro do peito. Sim, a espontânea Camila
agora era rainha. Foi coroada por seis mãos, quatro na passarela, e duas que em
emoção vinham da distante Alemanha. A corte que dera adeus coroara rainha e
princesas em ato sucessório de puro sentimento.
E que venha fevereiro, com a sua programação na 12ª Kappesberg
Fest. E que o tempo imortalize o trabalho da nova corte, junto com suas
embaixatrizes e todos os que se envolverem no maior evento local.
Quanto às soberanas, Camila, quando do aniversário de São Pedro da Serra, em 20 de março, rendeu homenagem em alemão ao seu município, assim, agora, em quantos quer que sejam os idiomas, deseja, São Pedro da Serra, à sua corte, expansivo à comunidade, Viel Glück und Fröhlichkeit für alle (muita sorte e felicidade a todos).
Há conquistas que cabem em uma taça. Outras precisam de um continente inteiro para serem contadas.
Quase 12 mil quilômetros separavam Bom Princípio de Grimma. Mas, na manhã deste domingo, a distância pareceu desaparecer. O grito atravessou o oceano, venceu o fuso horário e chegou ao Brasil junto com as primeiras luzes do dia:
É TETRA! A WBK É TETRACAMPEÃ EM GRIMMA!
Lá na Alemanha, onde a música brasileira encontrou novamente o mundo, a Winterschneise Blaskapelle escreveu mais uma página inesquecível de sua história. A orquestra de Bom Princípio conquistou, neste domingo, o quarto título no Festival Internacional de Grimma.
Depois de 2008, 2011 e 2015, chegou a vez de 2026.
E que capítulo!
Na noite anterior, o público já havia sido conquistado pela energia, pela musicalidade e pela identidade da WBK. A apresentação foi daquelas que deixam no ar a sensação de que algo especial poderia acontecer. E aconteceu.
Aqueles músicos que viajaram milhares de quilômetros para levar o nome de Bom Princípio ao outro lado do mundo voltaram a subir ao palco. Instrumentos nas mãos, coração acelerado e uma história inteira sobre os ombros.
E fizeram história.
A saga da WBK começou em 1996. Desde então, gerações e gerações de músicos passaram pela orquestra. Alguns ficaram por muitos anos, outros seguiram novos caminhos, mas todos deixaram uma nota, um compasso, uma lembrança.
Por isso, cada título também pertence a quem já esteve ali.
A todos que um dia foram regidos por Davi Dessotti, aos que ensaiaram, viajaram, tocaram, ensinaram e aprenderam. Aos que ajudaram a transformar uma orquestra em patrimônio cultural de uma comunidade.
Todos são um pouco campeões.
Mas hoje o aplauso é, sobretudo, para aqueles que estão em Grimma. Para os músicos que carregaram consigo o talento, a dedicação e o orgulho de representar Bom Princípio, a Terra do Moranguinho, o Rio Grande do Sul e o Brasil.
Entre os que testemunharam esse momento histórico estava o prefeito Vasco Alexandre Brandt, acompanhado da esposa. E, diante da bandeira de Bom Princípio tremulando na Alemanha, conter a emoção era praticamente impossível.
Porque não era apenas uma bandeira.
Era a nossa terra chegando mais uma vez ao outro lado do mundo.
Era a música contando quem somos.
Era a clara lembrança de Pietro, Lorenzo e Dani.
Era Bom Princípio sendo ouvido.
Era a WBK sendo campeã outra vez.
TETRA!
E talvez seja justamente essa a beleza da cultura: ela não conhece fronteiras. Viaja nas malas, atravessa oceanos, encontra pessoas e transforma lugares distantes em parte da nossa própria história.
Hoje, Grimma também é um pouco Bom Princípio.
E Bom Princípio acordou campeão.
Honrados sejam todos aqueles que, através da cultura, ajudam a escrever a história.
📸🎥 Fotos e vídeo: Carla Boesing
✍️ Texto: Alex Steffen
O projeto “Encontro Internacional de Músicos – Grimma, Alemanha” da Orquestra WBK foi contemplada no EDITAL SEDAC Nº 06/2026 – FAC RS – MOBILIDADE – Bolsa Cultural para Viagens Nacionais e Internacionais, com financiamento pelo Pró-Cultura e pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul, por meio da Secretaria da Cultura.
Parece ser uma declaração de amor feita em alto e bom som. Na real, não parece, é.
“Esperando na Janela”, agora em ritmo de bailão, na voz de Alessandro Turra e com a pegada do Brilha Som, é sucesso em todo Brasil há décadas. Mas, a sua história, não é tão conhecida assim.
Blanch Van Gogh compôs a letra e a gravação dela emplacou em 2000, bem na virada do século, com a banda de rock Cogumelo de Plutão. 25 anos passados, ganhou a versão do Brilha Som, lançada ontem, 2 de abril de 2025. O clipe gravado na Cervejaria Hunsrück, em meio à natureza vai além de uma belíssima produção.
“Quando cantávamos ela nos nossos shows, com uma versão mais sertaneja, já se percebia uma interação do público, mas na gravação do clipe a energia foi muito forte”, diz o vocalista do Brilha Som, Alessandro Turra.
Em vídeo lançado em suas redes sociais neste dia 3, Turra, lembra que a música foi uma composição voltado a Deus, sendo, sim, uma belíssima declaração de amor.
O estilo musical cá do interior do Rio Grande do Sul vem ganhando o Brasil. É questão de tempo para que nossos artistas tenham sua arte reconhecida neste país continental!
Vá lá que ainda não dá pra colocar a voz do Galvão Bueno gritando “é tetra, é tetra” mas Urwald está quase lá, afinal, a sua Pilsen foi eleita pela terceira vez a melhor cerveja do Pilsen do Brasil.
Nas noites de 11 e 12 de março, ocorreram as premiação do Concurso Brasileiro da Cerveja 2025, South Beer Cup 2025 e 13º Concurso Brasileiro da Cerveja. E não teve premiação apenas pra excelente Pilsen da Urwald. Dá uma conferida aí!